Meus sentidos me traem. Sempre. O tempo todo. A todo momento. Não! Minto. A todo momento não. Não o tempo todo. Nem sempre. Só quando tem você para confundí-los. Eles se atrapalham. Se confundem. Não sei mais se a memória que tenho é do sorriso, do cheiro do hálito ou do toque dos lábios. Parece impossível admitir que eu posso ter três num só, como deus ao mesmo tempo sendo três. Parece errado. Mais fácil culpar meus sentidos. Dizer que eles me traíram criando lembranças de algo que não foi. Difícil admitir que foi o que sempre é. É quase impossível o esforço que faço para não lembrar. É errado ignorar que meus sentidos são atenuados ao máximo quanto tem você. Eles não se atrapalham, são fidedignos, como nunca ousam ser em outros momentos. Eles não se confudem, se completam. As lembranças que tenho são as mais nítidas quando envolve meus sentidos envoltos em você. Eu posso reviver tudo de novo! Não minto.
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