Deito para dormir como que numa tentativa desesperada de fazer parar aquilo que angustia. Acordo e descobro que o sentimento angustiante que nasceu durante à noite se transformou em algo pior. A angústia aumentou e agora há ainda a sensação de um buraco no peito. Vou tentando jogar toda a dor dentro dele pra que ela desapareça, vá não sei pra onde, só quero que saia de mim. Percebo que é como injetar veneno na corrente sanguínea, todo esse sentimento do qual quero me livrar se espalha pelo corpo todo, tirando minhas forças. Estou envenenada. O veneno paralisou. Dessa cama não me levanto, não porque não queira, estou paralisada e não consigo. Estou inválida. É essa minha condição: não tenho a menor valia.
sábado, 28 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
reviver.
Meus sentidos me traem. Sempre. O tempo todo. A todo momento. Não! Minto. A todo momento não. Não o tempo todo. Nem sempre. Só quando tem você para confundí-los. Eles se atrapalham. Se confundem. Não sei mais se a memória que tenho é do sorriso, do cheiro do hálito ou do toque dos lábios. Parece impossível admitir que eu posso ter três num só, como deus ao mesmo tempo sendo três. Parece errado. Mais fácil culpar meus sentidos. Dizer que eles me traíram criando lembranças de algo que não foi. Difícil admitir que foi o que sempre é. É quase impossível o esforço que faço para não lembrar. É errado ignorar que meus sentidos são atenuados ao máximo quanto tem você. Eles não se atrapalham, são fidedignos, como nunca ousam ser em outros momentos. Eles não se confudem, se completam. As lembranças que tenho são as mais nítidas quando envolve meus sentidos envoltos em você. Eu posso reviver tudo de novo! Não minto.
sábado, 7 de abril de 2012
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