Pior do que não saber escrever é não saber o que escrever. Quando as palavras estão nas pontas dos dedos, esperando apenas que você tenha a coragem de unir papel e caneta... Papel aceita tudo! Talvez por isso não seja justo desperdiçá-lo dessa maneira. Não é porque ele aceita tudo que se deve usar de qualquer forma. Seria irresponsabilidade. Acho que minhas palavras, sabendo disso, preferem manter-se as escondidas. O problema é que da ponta dos dedos elas vão circulando pelo corpo. Geram movimento até. Mas param. Na garganta. Entalam. E você, que não abusou do papel, sente que somente gritando desentalaria. Mas não dá. Os ouvidos não aceitam quase nada. Pior, não entendem. Pior, entendem errado. E certamente te julgarão. Da garganta elas não saem. Ficam lá, acumulando-se. Tossir não vai resolver, não adianta. Acumulam. Acumulam. Até que descobrem que podem transformar-se em conteúdo líquido. E aquilo que muitos chamam de lágrimas, eu chamo... ?!quarta-feira, 25 de julho de 2012
e cada qual no seu canto, em cada canto uma dor...
Pior do que não saber escrever é não saber o que escrever. Quando as palavras estão nas pontas dos dedos, esperando apenas que você tenha a coragem de unir papel e caneta... Papel aceita tudo! Talvez por isso não seja justo desperdiçá-lo dessa maneira. Não é porque ele aceita tudo que se deve usar de qualquer forma. Seria irresponsabilidade. Acho que minhas palavras, sabendo disso, preferem manter-se as escondidas. O problema é que da ponta dos dedos elas vão circulando pelo corpo. Geram movimento até. Mas param. Na garganta. Entalam. E você, que não abusou do papel, sente que somente gritando desentalaria. Mas não dá. Os ouvidos não aceitam quase nada. Pior, não entendem. Pior, entendem errado. E certamente te julgarão. Da garganta elas não saem. Ficam lá, acumulando-se. Tossir não vai resolver, não adianta. Acumulam. Acumulam. Até que descobrem que podem transformar-se em conteúdo líquido. E aquilo que muitos chamam de lágrimas, eu chamo... ?!sexta-feira, 6 de julho de 2012
go slowly
Aprendi a nadar desde muito cedo. Não lembro com exatidão. Foi cedo, ainda criança. Por algum motivo nunca gostava de participar das competições de natação. Nunca! Não via o menor sentido competir por algo que eu tinha prazer em fazer. Eu adorava natação! Não sei por qual motivo não continuei a nadar...
Não gostava e continuo não gostando de competições. Mas hoje não é simplesmente o fato de não enxergar muito sentido em competir, mas porque sou boa competidora. E quando se é boa competidora a possibilidade de perder é aterrorizante. Quando se perde de fato é totalmente insuportável. Não é só não ter sentido. É não saber lidar com o sentido que isso tem. Desde cedo aprendi a nadar... mas sempre acabei morrendo na praia.
RADIOHEAD
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